O UFRJMUN 2019 terá como um dos comitês a reunião de 1968 da Liga Árabe, que debateu acerca de dois temas sensíveis às discussões do então período: As consequências da Guerra dos Seis Dias e a criação de um Estado árabe unificado.
 

O primeiro tema trará aos delegados uma perspectiva histórica envolta na humilhante derrota sofrida pela coalizão árabe frente ao Estado de Israel, elencando os efeitos observados após o fim do conflito.
 

Em um segundo momento, os participantes estarão situados na discussão multidimensional referente à unificação de diversos países árabes em meio à figura de um Estado único. Tal projeto era de extrema repercussão em meio à tais nações e pautava-se na política endossada pelo carismático líder egípcio, Gamal Abdel Nasser.

 

A crise econômica de 2008 foi desencadeada a partir da quebra de instituições de crédito dos Estados Unidos que concediam empréstimos de risco, levando a falência diversas instituições financeiras nos EUA e na Europa e abalando a economia global. Tal crise serviu de advertência quanto às fragilidades do sistema financeiro e ressaltou a necessidade da ação das potências econômicas globais perante a questão. Foi nesse contexto que a cúpula do G20 realizou sua terceira reunião no ano de 2010, em Toronto. Nesse sentido, nosso comitê tem como objetivo discutir as ações de estímulos (monetários, ficais e cambiais) e a cooperação entre os países membros para definir as diretrizes rumo ao crescimento da economia mundial diante dos efeitos da crise de 2008

Com o advento da crise econômica de 2008, o comércio internacional sofreu uma brusca queda de 17,8% no acumulado de 14 meses, maior que a própria atividade econômica industrial que foi de 10,8% no mesmo período, na contramão da longa onda de internacionalização comercial e de investimentos realizada no final do século XX. Deve-se notar que o papel do comércio como fomentador da economia mundial se realiza, principalmente, por meio da especialização a partir do princípio das vantagens comparativas, mas é ambíguo para o grupo de países em desenvolvimento e subdesenvolvidos devido ao fluxo de renda e dependência das economias centrais. Apesar disso, é uma variável aceita como uma boa aproximação do rumo da economia mundial nos órgãos multilaterais e influenciadora de expectativas para investimentos. Por isso, esperava-se que um dos impactos mais negativos da crise seria um grande retrocesso na regulamentação internacional do comércio em face da reemergência do nacionalismo econômico, com a adoção de práticas protecionistas por parte dos países mais afetados e assim impedindo a retomada dos fluxos comerciais. Desse modo, esse tópico se tornou uma das pautas prioritárias da cúpula do G20 acerca da retomada dos fluxos comerciais e consequente aquecimento das atividades econômicas globais.

 

O Tratado da Antártica foi criado em 1959 e reiterado em 1961 pelos 12 países que fizeram expedições a ela durante o Ano Geofísico Internacional (1957-1958), e mais tarde com adesão de mais países, totalizando hoje em dia mais de 50, visando organizar como se daria a ocupação da Antártica. 

A Antártica hoje em dia é preservada para fins de pesquisa e administrado por diversos países, que ali vivem sob uma espécie de "Estado hobbesiano". O comitê busca explorar alternativas históricas para tal tratado, seja a soberania de um país, divisão geopolítica, instalação de bases e tropas, declaração de guerra, ou qualquer que seja o resultado, mesmo que similar ao real.

 

O Tópico A aborda a crise em Camarões, cujos seus desdobramentos têm levado a numerosos conflitos nas esferas social, política e humanitária, ocasionando em mortes, escolas e aldeias queimadas, boicotes e perseguições políticas. O conflito, que teve início no ano de 2016, envolveu manifestações que reivindicavam a inclusão do inglês no sistema judiciário do país. Os levantes populares trouxeram à tona uma questão linguística dentro do território, indicando a marginalização da população anglófona. O aumento dos protestos, em grande escala, impulsiona a população na direção de movimento separatista, na tentativa de estruturar um novo país denominado “Ambazonia”. 

O Tópico B tem como objetivo abordar as tensões entre os Estados Unidos e o Irã no estreito de Hormuz, região de rota estratégica localizada no mar do Omã e no Oceano Índico, por onde passa 40% do petróleo mundial. Com a retirada dos Estados Unidos do Acordo Nuclear firmado com o Irã e a reimposição de sanções econômicas a países que continuassem a importar petróleo iraniano, o Presidente iraniano, Xeque Hassa Rohani, evocou a possibilidade de bloquear o estreito caso a ameaça norte americana se concretizasse. Os delegados terão o desafio de reestabelecer à estabilidade da região e chegar a uma resolução que arremeta ao direito da passagem marítima do Estreito de Hormuz, assim como o fluxo de escoamento de produção de grande parte das nações do Golfo Pérsico, de modo a limitar as consequências do conflito.

 

A Agência de Comunicação (AC)  do UFRJMUN 2019 é responsável pela transmissão de notícias de todos os comitês para os diversos delegados, do modo mais prático e conciso possível, com o intuito de facilitar o acesso a informação para todos os participantes do evento. Dessa forma, escolhemos quatro veículos jornalísticos para cumprir essa missão: rádio Jovem Pam, telejornal Al Jazeera e jornal Le Monde. As notícias serão produzidas pelos nossos jornalistas e postadas diariamente no site do UFRJMUN, além de em um jornal digital e da famosa Coletiva de Imprensa! 


A AC também será responsável pelas redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter (onde postaremos os famosos spotteds que todo mundo ama!), mantendo as informações sempre em trânsito dentro dos comitês. A AC também é conhecida pela sua grande capacidade de gerar (mais) conflitos durante as sessões, apesar de suas notícias serem imparciais e, é claro, retratarem apenas a verdade e nada mais que a verdade.


Assim, apresentamos o objetivo da Agência de Comunicação do UFRJMUN deste ano: expor as notícias de forma mais clara e objetiva que pudermos, possibilitando que todos sejam informados, respeitados, e claro, que possam também interagir entre si e se divertir!

 

SUPREMA CORTE AMERICANA

=CASO ROSENBERG VS. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA 

O caso Rosenberg é emblemático nos Estados Unidos como um dos mais marcantes exemplos da paranoia anticomunista que assombrou o país nos anos 50. Ele ocorreu durante o período conhecido como Red Scare - Ameaça Vermelha, em tradução livre -  expressão usada para descrever a atmosfera política que favorecia perseguições políticas e a violações de direitos civis que a sociedade estadunidense aceitava em nome do combate a um percebido avanço do socialismo soviético sobre a nação norte-americana, medo esse que marcou o período inicial da Guerra Fria. 

Sob essa conjuntura histórica, o caso terá seu início com a acusação feita pela Advocacia Geral de que o casal Rosenberg teria enviado informações confidenciais ao governo soviético sobre radares, motores à jato e, de modo ainda mais grave, segredos nucleares que possibilitaram o governo de Stalin adquirir armamento nuclear, acarretando na prisão de ambos. O advogado de defesa, Emmanuel Bloch, em resposta aos argumentos da acusação - que apregoa uma presumida violação ao Ato de Espionagem de 1917 e, assim, pleiteia pela imputação da pena de morte sobre o casal - escreve um habeas corpus mobilizando que os acusados não poderiam ser submetidos à pena capital, uma vez que o estabelecimento da proteção de informações acerca do armamento nuclear estadunidense foi estatuída no ano de 1946 e a conduta criminosa do casal teria ocorrido antes dessa data